segunda-feira, 18 de julho de 2022

Câmara define integrantes da CPI que irá investigar alto escalão da Prefeitura


 A Câmara de São Carlos definiu os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis atos de improbidade administrativa cometidos por pessoas do alto escalão da Prefeitura por interferência política com a finalidade de promover direcionamento ilícito de licitação, no valor de R$ 53 milhões. A CPI será presidida pelo vereador Paraná Filho (PSB), que foi o propositor da investigação e terá como relator o vereador Marquinho Amaral (Podemos). Além deles, os vereadores Djalma Nery (PSOL), Professora Neusa (Cidadania) e Lucão Fernandes (MDB) serão membros.

“Com a publicação, nós já ficamos autorizados a iniciar os trabalhos. Então, ainda essa semana, pretendo convocar uma reunião com os membros para que a gente possa definir quais são os primeiros passos. A princípio, acredito que nós iremos pedir alguns documentos, que é que vão passar a balizar o nosso trabalho”, salientou Paraná.

Segundo Paraná, há fortes indícios de que existe atuação política de membros do alto escalão do governo municipal afim de promover o direcionamento a empresa ligada a estes e que, supostamente lhes darão retorno financeiro, no processo de contratação de empresa para realizar manejo de resíduos sólidos em São Carlos, no valor de R$ 53 milhões.

“De forma bastante estranha, houve a revogação da licitação, sendo que, houve empresa vencedora que comprovou todas as condições jurídicas bem como capacidade técnica para gerir o contrato. Muito provavelmente, a revogação se deu de forma proposital para que seja realizada contratação emergencial de empresa indicada por pessoas do alto escalão da Prefeitura”, destacou o vereador Paraná.

Na opinião do vereador, o que parece ter havido é uma tentativa de uma contratação emergencial fabricada. “Então, quando você tem um certame onde ele corre de forma regular, em que pese a interrupção por diversas vezes para para mudar o objeto, para alterar prazo do contrato, enfim. Mas em que pese tudo isso, nós tivemos uma empresa vencedora. Nós tivemos empresas desclassificadas que, entendem que as desclassificações não foram corretas. Nós tivemos uma última classificada e, após a revogação do contrato, inclusive com um argumento bem vazio e bem absurdo, que foi a alegação da falta de interesse público, o que nos parece é que vão tentar fazer uma licitação emergencial”.

Além disso, Paraná acrescenta que há indícios de que há uma pessoa responsável dentro na Prefeitura de promover a manipulação do processo licitatório, juntamente com outras pessoas do governo municipal envolvidas no suposto esquema. Segundo Paraná, a CPI não medirá esforços para ouvir os nomes envolvidos no suposto esquema, inclusive solicitando o uso de condução coercitiva na Justiça, caso seja necessário.

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