A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta pela Câmara para apurar uma possível interferência política em uma licitação de R$ 53 milhões da Prefeitura realizou a oitiva do assessor especial do Prefeito, Vanderval José Ribeiro, na manhã de quinta-feira (1). O depoimento foi marcado por uma troca de farpas do assessor com integrantes da comissão.
Vanderval obteve um habeas corpus, que lhe garantiu o direito de permanecer em silêncio e não responder às perguntas. Após um questionamento do relator da CPI, vereador Marquinho Amaral (Podemos), Vanderval disse que não responderia e foi criticado pelo parlamentar. Marquinho o chamou de picareta e forasteiro, dizendo que pessoas de bem não ficam em silêncio e respondem aos questionamentos. Já Vanderval se defendeu, ressaltando que tem um passado limpo, sem nada que o desabone.
Marquinho ainda disse que as falas de Vanderval demonstram o total desrespeito do Poder Executivo com a Câmara. “A partir deste momento, nós vereadores vamos agir da mesma maneira. Não podemos aceitar que o assessor especial do prefeito, que recebe do erário público, vir até a Câmara e dizer que não vai responder às perguntas dos vereadores. Isso é molecagem, falta de hombridade, falta de vergonha na cara”.
Quem também criticou a postura do assessor foi o presidente da CPI, vereador Paraná Filho (PSB). “Fica feio para o Executivo essa postura do senhor, de não responder Às perguntas formuladas pela CPI”.
Já Lucão Fernandes, membro da CPI, ressaltou que a postura de Vanderval dificulta a pacificação. “O rompimento da ponte iniciou-se de lá (Prefeitura) para cá (Câmara). O atual secretário de governo, Netto Donato, se dirige à Câmara falando em pacificação para, dois dias depois, recebermos um integrante do alto escalão tratando a Câmara com desrespeito. Isso não traz a sinalização de que poderemos ter paz entre os poderes”.
PRÓXIMOS PASSOS- Como próximos passos da CPI, os vereadores deliberaram pela realização de uma acareação entre Vanderval e Sérgio Ricardo Rocha Borges, procurador da SBR- Soluções em Beneficiamento de Resíduos. Ainda não há data agendada para a realização da acareação.
Na próxima semana, a CPI pretende ouvir Valéria Fazan, que atua como secretária particular do prefeito e da primeira-dama. Ela havia sido convocada para depor ontem (1), porém não compareceu. Caso não compareça novamente, Paraná não disse que irá buscar medidas judiciais para garantir a realização da oitiva. Além dela, será convocado também o senhor José Renato Andrade.

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