quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

São Carlos quer realmente eleger seus deputados?


Por Jairo Silva - Jornalista 

Gostei das observações do jornalista e marqueteiro Moisés Rocha, em entrevista a Jovem Pan, na manhã desta quinta feira.

Questionado sobre a possibilidade de São Carlos eleger representantes para a Assembleia e Câmara Federal, em 2022, Moisés matou a charada.

Respondeu devolvendo a pergunta: o eleitorado são-carlense está preocupado com isso, em eleger deputados?

Ele estendeu explicando que o eleitor se apaixona por uma causa ou por uma pessoa (candidato).

Aí que mora o problema. 

Porque a cidade não tem uma causa (aparente e consolidada), pela qual seja motivo de engajamento popular. E os políticos pouco fazem para provocar esse tipo de reação no eleitorado.


 Quer dizer. Não existe uma bandeira a ser levantada em nome da cidade, de modo a convergir “o imaginário popular” em torno dela.

Disse que a outra forma de preencher o espaço político é ganhar o coração do eleitor, a paixão que determinado candidato possa despertar no cidadão.

É exatamente isso. Concordo plenamente com Moises e vou mais além. Do atual quadro de pré-candidatos dispostos, a chegarem lá, nenhum, desperta paixão e nem se apresenta com uma causa da cidade a ser vendida ao eleitor. 

Particularmente, vejo todos com profunda apatia e distanciamento total do eleitorado. 

Tanto é verdade, que nenhum, dos que disputaram as eleições em 2018, deu continuidade a seu projeto com vistas a 2022. 

Esse negócio de dizer que campanha se faz no período pré-eleitoral é balela. Política tem que ser feita 365 dias do ano, o tempo todo, se é que realmente a vontade é se eleger. 

Sobre o Aírton

Para Moises, o prefeito é a maior liderança política da cidade. 

Também acho. Mas não ao ponto de facilitar a candidatura da esposa ou da irmã Lucinha, como deputada. 

Essa é outra história. Mesmo porque a tendência é que mais aliados saiam da sombra do chapéu do prefeito no ano que vem... é um processo natural, de depuração. Os já rompidos e os que ainda vão romper, seguirão para outros grupos já formados ou em formação. 

Isso representa menos votos para o grupo do prefeito, que ainda tem o agravante do desgaste natural do cargo.

De qualquer forma, o máximo que ele pode transferir é 30% dos votos do total de eleitores, o que representa quase 60 mil votos. 

Não deixa de ser uma bela arrancada. 

Mas será que o eleitor que votou no Aírton continuará fiel a ele, aceitando passivamente seu pedido para votar em determinado candidato? Eis a questão...

Alckmin no PSD

Moises Rocha passou pra frente uma informação de bastidor, dando conta do futuro político do ex-governador.

Segundo ele, Alckmin já teria decidido se filiar ao PSD, de Gilberto Kassab. E que Lobbe Neto segue com Geraldo para o novo partido.

Aliás, este é um tema que nós já abordamos aqui. 

Lobbe prefere o silêncio. Mas há fortes indicativos de que ele saia candidato a deputado estadual, embora não esteja alardeando suas intenções por aí.

Lobbe é homem de Geraldo Alckmin, mas aqui, o PSD está nas mãos do ex-prefeito Dagnone de Melo, que certamente tentará garantir a legenda para a filha, Marina Melo, que já foi candidata à deputada estadual e a prefeita, sem êxito nas urnas.

Dagnone de Melo é osso duro de roer. O Lobbe sabe bem disso. 

Quando ele foi vice-prefeito do Melo, as relações não foram tão amistosas assim, como não foi a de Giuliano (genro de Melo), como vice do Aírton...

Giuliano Cardinali fez certo. Quando sentiu o repuxo, tirou o time de campo. Abandonou o cargo de secretário e deixou o barco correr. Não tinha o que fazer. Ao contrário de Edson Ferraz, que brigou por espaço, esperneou e acabou saindo de órbita.

Preferencial

Parece que o destino está querendo juntar Melo e Lobbe novamente. 

E caso se confirme a tese de que Geraldo Alckmin vá mesmo para o PSD, pode esperar por briga de cachorro grande por aqui, no âmbito interno do partido.

Dagnone de Melo estaria disposto a abrir mão da candidatura da filha em benefício de Lobbe Neto?

Antevejo que essa disputa tem tudo para acabar no tapetão, tendo como juízes Kassab e Alckmin.

Os próximos capítulos prometem.

Moises Rocha também falou de Neto Donato e Julio Cesar, com histórias de promessas não cumpridas entre eles.

Fica para os próximos capítulos...

E a tese levantada pelo marqueteiro, que questiona se o povo são-carlense quer de fato eleger representantes da cidade, é muito oportuna.

Vamos mergulhar fundo nisso também.

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