O vereador Paraná Filho (PSB), escolhido como presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá investigar possíveis atos de improbidade administrativa cometidos por pessoas do alto escalão da Prefeitura, relatou que está sofrendo retaliações e coações, inclusive, tendo sido ameaçado de morte após protocolar o requerimento da CPI.
“Já fui ameaçado de morte por três vezes. Esses fatos já foram relatados para a Delegacia Seccional. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) também já está trabalhando nos casos e algumas diligências serão feitas nos próximos dias. Mas, infelizmente, é uma coisa que há muito tempo eu não via em São Carlos. O vereador sofrer o reflexo político por conta da investigação, é algo que faz parte. Mas, a partir do momento em que isso passa para um ponto de ameaça física, ameaça de morte, aí a gente já passou de todos os limites aceitáveis”, disse o parlamentar.
Segundo Paraná, em decorrência da propositura da CPI, ocorreu a exoneração de pessoas que são politicamente ligadas a ele. “Infelizmente, nós estamos diariamente sofrendo ameaças, coações e perseguições. Vai ser uma CPI que, eu espero que as pessoas que estão de certa forma envolvidas nessa situação, não estejam com a intenção de, ao invés de se defender juridicamente, que irão se defender na ameaça, no revólver, na coação, na agressão física. E espero que o final dessa CPI não seja um assassinato, um atentado. Mas, pelo que eu estou vendo, tudo caminha para esse lado”.
Na madrugada desta segunda-feira (18), o vereador relatou que sofreu uma tentativa de invasão de suas contas nas redes sociais. “Minha sorte é que eu tenho um sistema que bloqueia esse tipo de ação e que me avisa sempre quando minha conta está sendo acessada. E, felizmente, eu consegui bloquear a ação dessa pessoa a tempo, mas houve uma tentativa de invasão das minhas contas e já comuniquei para o delegado, para a polícia que irá investigar. Eu tenho o celular e o IP de quem fez isso”.
Além de Paraná, o vereador Djalma Nery (PSOL) já havia relatado ter sofrido ameaças, após produzir o relatório final da CPI que apurou atos de improbidade administrativa na Prefeitura e PROHAB, indicando a ocorrência de 10 crimes e recomendando a abertura de Comissão Processante. Djalma, inclusive, procurou o Secretário de Segurança Pública, Samir Gardini, para realizar uma reunião com intuito de discutir orientações e protocolos de segurança na função de parlamentar.
Fontes revelaram que um dos envolvidos nas irregularidades cometidas pela PROHAB, teria se exaltado e, armado de um revólver, teria falado em matar Djalma Nery. Porém, ele teria sido contido por um vereador. Não é a primeira vez que o vereador é ameaçado. Isso já ocorrera antes, no decorrer da CPI.

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